Eu sempre achei que sabia tudo sobre o amor. Desde muito novinha tive minhas paixonites infantis e para tudo dava o nome de amor. Achava que o amor era aquele peso no peito que eu sentia cada vez que conhecia um garotinho novo com potencial para ser o futuro pai dos meus filhos. Engano meu. Eu só vim conhecer o real significado dessa palavra quando ela entrou na minha vida.
Ela tem a pele do tom mais vivo que eu já vi na vida. Ela ri um riso fácil e sincero cada vez que me encontra e desde muito cedo aprendeu a atribuir esse sorriso à minha presença. Ela tem os cabelos lindos e longos e negros e lisos e odeia não ter loiros cachinhos como o da sua amiga Marília. Ela é forte, inteligente, não aceita não como resposta e fala coisas que até Deus duvida. Adora caranguejo, lagostinha, camarão e outras comidinhas regionais que aprendeu a apreciar desde cedo com a mãe. Do pai herdou a inquietude de habitar a própria pele, como se ficar quieta fosse perder um precioso tempo de vida. Ama brincar com suas bonecas mais do que qualquer coisa na vida e sonha com um irmão como quem pede um presente pro Papai Noel. É uma menina alegre, feliz da vida com pequenas coisas, mas se trouxer um presentinho a cada visita, ela aceita de bom grado. É hiperativa, astuciosa, inteligente até demais, fala pelos cotovelos, tem sempre uma opinião sobre as coisas e um temperamento forte como todas as mulheres da família. Pela falta de crianças por perto, aprendeu a brincar com os adultos e se esbalda com a vovó Lúcia quando sobra fôlego, com a Tia Andreza quando sobre coragem, com o Tio Bruno quando sobra paciência, com o Tio Hauryk quando sobre dinheiro pra passagem aérea. Comigo ela aprendeu a ser mulherzinha, a gostar de maquiagens, de combinar as roupas e os sapatos com a fivelinha do cabelo. E ela só sai de casa impecavelmente linda montada sobre suas saias e vestidos porque princesa não usa shorts e calças. E não insista. Ela jura que é a princesa de um conto de fadas, com direito a castelo e príncipe montado num cavalo branco.
Para ela nós guardamos todo o amor que jurávamos sentir, mas que só passou a existir de fato quando ela chegou. Para ela eu dediquei muito dos esforços da minha vida para poder sempre ficar por perto e ver cada vez mais o seu sorriso. Por ela eu vi meu pai amolecer o coração e chorar como menino pelo simples fato dela existir. Por ela eu vi minha mãe se deixar ser boba, porque faltava força pra ser qualquer coisa mais que avó. Através dela eu conheci Deus da forma mais pura que jamais imaginei conceber, porque ela é a prova de que o amor divino existe em forma da perfeita concepção da vida.
Ela nunca me pediu a benção, nunca me chamou de madrinha, mas foi confiada a mim como sua segunda mãe há muito tempo atrás. E eu que nunca quis ser mãe cheguei a me questionar se havia como amar alguém no mundo mais que a ela. E ela me fez querer ter os meus próprios filhos para que ela pudesse ter com quem brincar. E ela me olha de baixo dos seus um metro e pouco de altura e me mata do coração quando pergunta por que eu tenho que ir embora. E a mim só resta me despedir com lágrimas nos olhos e contar os dedos para o próximo final de semana chegar logo.
Quando eu era criança conheci as princesas dos contos de fadas dentro da minha fantasia, mas logo a vida que me amadureceu me ensinou também que princesas não existem. Mas a mesma vida que me fez entender a duras penas que contos de fadas são histórias para as crianças me trouxe a possibilidade de amar incondicionalmente um ser que se quer ao menos tem ideia da dimensão do amor que sentimos por ela. E se parar pra pensar direito, uma princesa é apenas uma menina de cabelo e rosto lindos, amada por todos, vaidosa, romântica e sonhadora que merece da vida uma felicidade eterna digna de conto de fadas. Exatamente como ela. A eterna princesa da minha vida.
Feliz Aniversário.
Ela tem a pele do tom mais vivo que eu já vi na vida. Ela ri um riso fácil e sincero cada vez que me encontra e desde muito cedo aprendeu a atribuir esse sorriso à minha presença. Ela tem os cabelos lindos e longos e negros e lisos e odeia não ter loiros cachinhos como o da sua amiga Marília. Ela é forte, inteligente, não aceita não como resposta e fala coisas que até Deus duvida. Adora caranguejo, lagostinha, camarão e outras comidinhas regionais que aprendeu a apreciar desde cedo com a mãe. Do pai herdou a inquietude de habitar a própria pele, como se ficar quieta fosse perder um precioso tempo de vida. Ama brincar com suas bonecas mais do que qualquer coisa na vida e sonha com um irmão como quem pede um presente pro Papai Noel. É uma menina alegre, feliz da vida com pequenas coisas, mas se trouxer um presentinho a cada visita, ela aceita de bom grado. É hiperativa, astuciosa, inteligente até demais, fala pelos cotovelos, tem sempre uma opinião sobre as coisas e um temperamento forte como todas as mulheres da família. Pela falta de crianças por perto, aprendeu a brincar com os adultos e se esbalda com a vovó Lúcia quando sobra fôlego, com a Tia Andreza quando sobre coragem, com o Tio Bruno quando sobra paciência, com o Tio Hauryk quando sobre dinheiro pra passagem aérea. Comigo ela aprendeu a ser mulherzinha, a gostar de maquiagens, de combinar as roupas e os sapatos com a fivelinha do cabelo. E ela só sai de casa impecavelmente linda montada sobre suas saias e vestidos porque princesa não usa shorts e calças. E não insista. Ela jura que é a princesa de um conto de fadas, com direito a castelo e príncipe montado num cavalo branco.
Para ela nós guardamos todo o amor que jurávamos sentir, mas que só passou a existir de fato quando ela chegou. Para ela eu dediquei muito dos esforços da minha vida para poder sempre ficar por perto e ver cada vez mais o seu sorriso. Por ela eu vi meu pai amolecer o coração e chorar como menino pelo simples fato dela existir. Por ela eu vi minha mãe se deixar ser boba, porque faltava força pra ser qualquer coisa mais que avó. Através dela eu conheci Deus da forma mais pura que jamais imaginei conceber, porque ela é a prova de que o amor divino existe em forma da perfeita concepção da vida.
Ela nunca me pediu a benção, nunca me chamou de madrinha, mas foi confiada a mim como sua segunda mãe há muito tempo atrás. E eu que nunca quis ser mãe cheguei a me questionar se havia como amar alguém no mundo mais que a ela. E ela me fez querer ter os meus próprios filhos para que ela pudesse ter com quem brincar. E ela me olha de baixo dos seus um metro e pouco de altura e me mata do coração quando pergunta por que eu tenho que ir embora. E a mim só resta me despedir com lágrimas nos olhos e contar os dedos para o próximo final de semana chegar logo.
Quando eu era criança conheci as princesas dos contos de fadas dentro da minha fantasia, mas logo a vida que me amadureceu me ensinou também que princesas não existem. Mas a mesma vida que me fez entender a duras penas que contos de fadas são histórias para as crianças me trouxe a possibilidade de amar incondicionalmente um ser que se quer ao menos tem ideia da dimensão do amor que sentimos por ela. E se parar pra pensar direito, uma princesa é apenas uma menina de cabelo e rosto lindos, amada por todos, vaidosa, romântica e sonhadora que merece da vida uma felicidade eterna digna de conto de fadas. Exatamente como ela. A eterna princesa da minha vida.
Feliz Aniversário.