segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Dois (oficiais) anos

Parece que foi ontem que eu coloquei aquele vestido caramelo pra tentar esconder um pouco da minha magreza excessiva, devido tanta ansiedade acumulada por aqui. Parece que foi ontem que eu desembarcava com uma mala em cada mão e mais outras tantas nas mãos da minha família, trazendo tudo que eu guardei em 28 anos de vida, nas terras de lá. Parece que foi ontem que entramos solteiros naquela salinha minúscula e saímos de lá marido e mulher.
Apesar desse sentimento, pensando direitinho, a gente já viveu tantas coisas... Choramos, brigamos, nos descabelamos, nos reconciliamos, nos amamos, brigamos mais um pouco, viajamos, cantamos, dançamos, discordamos, concordamos, aceitamos. Tantas e tantas coisas nesses dois anos juntos que escrever mais uma vez é ser redundante. A nossa história de amor já ganhou várias versões, uma para cada ocasião e hoje a gente se permite dizer apenas “que tinha que ser”. E é bem isso.
Hoje eu não consigo imaginar vida diferente da que tenho. Hoje eu não consigo imaginar morar em outro lugar se não aqui. Hoje eu não consigo enxergar vida longe de você. Porque você é o meu amor, o meu marido, a minha vida.

Te amo pra sempre.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Quando você começa a ganhar eletrodomésticos como presente de aniversário, deve ser porque alguma coisa está muito, muito errada...

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

De repente 30.

Na verdade, não foi assim tão de repente. Ele já vinha me espiando há algum tempo, de longe, cada vez criando um pouco mais de coragem e chegando perto. Cada vez mais perto. Ontem ele me bateu à porta e eu o deixei esperando do lado de fora um pouco mais. Eu ainda queria fazer algumas coisas antes de me assumir balzaquiana. Hoje não teve jeito: o dia começou como de costume, só que teve presente de manhã, abraço apertado, aquele olhar de quem fez alguma coisa errada, com o velho medo de errar na escolha do presente. Ele tenta, eu sei. E o seu mérito está todo aí. Mas aí teve lágrimas no caminho pro trabalho, talvez porque eu sempre deseje mais do que recebo. Talvez porque eu crio expectativas demais em cima de tudo e aí fica difícil adivinhar como me fazer feliz. Na verdade é tão simples: seja romântico. Não há como errar partindo desse princípio.
E quem me viu há 3 anos atrás, sentada sozinha na mesa de um bar esperando a chegada dos amigos que nunca vieram me prestigiar, hoje pouco compartilha da minha vida. A roda girou e quem estava comigo naquele 27 de janeiro ainda está por aqui. Seja sentado ao meu lado na mesa do trabalho, seja no interurbano me chamando ao celular, seja no recado de algum site de relacionamento. Quem deveria estar, simplesmente está. E eu parei de sofrer por menos que isso. Hoje só o que importa.
E eu que pensei que chegaria aos 30 com um turbilhão de sentimentos se mexendo dentro de mim, confesso que a calmaria do dia me surpreende. Cheguei melhor do que eu imaginava. Realizei mais sonhos do que me permiti sonhar nesses anos. Vivo hoje uma vida muito diferente do que eu esperava aos 25. Imaginava menos felicidade, embora soubesse exatamente o que eu merecia. Eu costumava dizer que eu sairia de casa antes dos 30, moraria sozinha e minha companhia seriam meus livros, meus gatos e minha agenda de telefone, cheia de consolos pra solidão. Mas Deus foi generoso comigo. Não haveria como eu ser mais feliz.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Sobre segredos e outras dores.

Eu não sei até que ponto seria certo guardar certas informações para si depois que se assume uma vida com outra pessoa. Claro que todo mundo tem direito a sua individualidade e privacidade apesar de assumir uma nova condição de vida, mas que é complicado engolir seco quando certas coisas te surgem pela frente, isso é. É óbvio que eu ainda tenho os meus segredinhos. Uns pensamentos e atitudes que dizem respeito somente a mim. Esse blog mesmo é um deles. Duvido muito que ele entendesse o motivo pelo qual escrevo e o que escrevo. Talvez procurasse mensagens subliminares no meio das minhas palavras, talvez achasse tudo comprido demais e simplesmente deixasse pra lá. Mas eu não sou assim. Não gosto de saber que ele ainda pensa e faz certas coisas que não cabem mais. É como se eu tivesse alguma participação nisso. Será que tenho? Será que alguma atitude minha (ou a falta dela) tenha causado isso? Desconfio que sim. Mas a essa altura do campeonato, é impossível discutir o assunto. É chato, embaraçoso, e não está na berlinda. Por mais que eu queira colocar.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

O porquê.

O blog veio pra me ajudar a colocar pra fora algumas coisas que eu guardo desde aquele 31 de janeiro de 2009, quando a minha vida passou a ser de outra pessoa e eu ganhei uma outra vida de presente também. Antes disso eu era só mais uma menina de vinte e tantos anos, vivendo as responsabilidades da vida adulta, amargando seus dissabores e sonhando com dias melhores. E esses dias vieram de forma tão intensa e rápida que eu tive que mudar na mesma velocidade. Pouco resta em mim daquela menina que entrou no cartório franzina e tensa, pronta pra dizer o sim que mudaria sua vida para sempre. Mas ainda resta muito da que se despediu chorando da família no aeroporto, quando se deu conta de que a partir daquele momento nada mais seria como antes. E realmente não foi.