terça-feira, 29 de outubro de 2013

O Primeiro Dia do Resto de Nossas Vidas

O mundo se abriu neste 25 de outubro que tinha tudo pra ser um qualquer. Era só mais uma daquelas sextas-feiras preguiçosas, onde o que mais se deseja é que o dia finde e o descanso chegue. Meu corpo não dizia nada, mas talvez meu rosto já dissesse alguma coisa que eu não consegui perceber. Estava com um ar pálido, cansado, baqueada por duas semanas de gripe constante que teimava em não me deixar. E no caminho pra casa não consegui me concentrar na música que tocava no rádio do carro: só conseguia pensar no papo de horas atrás com uma amiga querida. Ela havia me alertado semanas antes sobre dois sonhos seguidos sobre mim na mesma condição, mas eu não dei bola, preferi esperar o tempo passar. Mas nesse dia ela me olhou com lágrimas nos olhos e disse que eu estava diferente, que não deveria negligenciar isso. E eu cheguei em casa meio zonza, faminta, com uma sede fora do normal e decidi passar na farmácia antes de subir. Já em casa, fiz o teste de maneira totalmente despretensiosa, quantos testes já havia feito desde que me conheço por gente? E a primeira listra se formou rapidamente, como de costume. Mas logo uma segunda começou a aparecer.... e eu saí correndo de lá e sentei no sofá ofegante, coração batendo forte e decidi esperar os tais cinco minutos fatais sem acompanhar o que estava acontecendo. E lá estava: duas listras paralelas vermelhas e pulsantes, que juntas diziam que minha vida nunca mais seria a mesma. Não sei dizer o que senti, ainda não tem nome pra isso. Era um misto de emoção, felicidade, medo, tensão, alegria. Levei minhas mãos à minha barriga ainda murcha de menina que sou e fiz uma oração: agradeci a Deus pelo presente e só pedi pra Ele para que seja perfeito e saudável e que Ele me transforme na mulher que eu vou precisar ser. Na mãe que me tornei desde então. E eu sei que ele ainda é uma bolinha do tamanho de um grão de arroz e que crescerá rapidamente dentro de mim até que chegue o grande dia de conhecê-lo. E eu me sinto como no primeiro dia de aula na escola nova, depois que mudei de cidade, sem conhecer nada nem ninguém, sem saber como devo agir, o que devo fazer, como será o futuro. Só sei que escolhi a melhor pessoa do mundo pra me acompanhar nessa missão. E ele está tão perdido/feliz/louco quanto eu, mas me deixa tranquila e segura de que tudo vai dar certo, de que tudo vai se sair bem. E ele quer contar pro mundo, colocar uma faixa na porta de casa, mandar um recado no facebook até pra quem ele não conhece enquanto eu só quero que o tempo passe. Serão 40 semanas de muita dúvida, medo, dor, emoção, felicidade, êxtase, ansiedade, tensão, curiosidade. E esse é o meu diário de viagem. Bem vindo à bordo.

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